Afirmações
e Negações

Declaração do Ministério
Ligonier sobre Cristologia

Artigo 1

Afirmamos que Jesus Cristo é a encarnação na história do eterno Verbo ou Logos de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Negamos que Jesus tenha sido um simples homem ou uma criação fictícia da Igreja cristã primitiva.

Referências Bíblicas

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. (Jo 1:1,14). Veja também Sl 110:1; Mt 3:17; 8:29; 16:16; Mc 1:1, 11; 15:39; Lc 22:70; Jo 10:30; 14:1; 20:28; Gl 4:4; Fp 2:6; Cl 2:9; Hb 5:7; 1Jo 5:20.

Artigo 2

Afirmamos que a natureza divina de Jesus é consubstancial (homoousios) e, portanto, coigual e coeterna com o Pai e o Espírito Santo.

Negamos que Jesus seja apenas “como Deus” (homoiousios) ou que ele simplesmente tenha sido “adotado” pelo Pai como seu Filho.

Referências Bíblicas

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (Mt 28:19). Veja também Jo 3:15-16; 4:14; 6:54; 10:28; Rm 5:21; 6:23; 2Co 13:14; Ef 2:18; 2Tm 1:9; 1Pe 5:10; Jd 21.

Artigo 3

Afirmamos, com os Credos de Nicéia e Calcedônia, que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, duas naturezas unidas em uma pessoa divina.

Negamos que Jesus apenas parecia ser humano e negamos que Jesus seja, em qualquer sentido, menor que Deus.

Referências Bíblicas

Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”. (Cl 2:9). Veja também Jo 10:30; Rm 9:5; 1Tm 3:16; 1Pe 3:18.

Artigo 4

Afirmamos, com o Credo de Calcedônia, que as duas naturezas de Cristo estão unidas em sua única e divina pessoa, sem mistura, confusão, divisão ou separação, com ambas as naturezas mantendo seus próprios atributos.

Negamos que distinguir entre as duas naturezas seja separá-las.

Referências Bíblicas

Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus”. (Mt 16:16-17). Veja também Lc 1:35, 43; Jo 1:1, 3; 8:58; 17:5; At 20:28; Rm 1:3; 4:1; 9:5; 2Co 8:9; Cl 2:9; 1Tm 3:16; 1Pe 3:18; Jd 1:4; Ap 1:8, 17; 22:13.

Artigo 5

Afirmamos a união hipostática, que na encarnação, as naturezas divina e humana mantêm seus próprios atributos e permanecem intactas.

Negamos que a natureza humana de Jesus tenha tido atributos divinos; negamos que a natureza divina tenha comunicado atributos divinos à natureza humana; e negamos que Jesus tenha deixado de lado ou abandonado qualquer de seus atributos divinos, quando “esvaziou-se” a si mesmo na encarnação.

Referências Bíblicas

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana.” (Fp 2:5-7). Veja também Mt 9:10; 16:16; 19:28; Jo 1:1; 11:27, 35; 20:28; Rm 1:3-4; 9:5; Ef 1:20-22; Cl 1:16-17; 2:9-10; 1Tm 3:16; Hb 1:3, 8-9; 1Pe 3:18; 2 Pe 1:1.

Artigo 6

Afirmamos que Jesus é a perfeita e suprema imagem de Deus, e que ser verdadeiramente humano é ser conformado à sua imagem.

Negamos que a natureza humana de Jesus era a de um mero fantasma ou que apenas “parecia” ser de carne e osso (docetismo).

Referências Bíblicas

Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”. (Cl 1:15-16). Veja também Rm 8:29; 2Co 4:4-6; Ef 4:20-24; Hb 1:3-4.

Artigo 7

Afirmamos que, como verdadeiro homem, Cristo possui todas as limitações naturais e fraquezas comuns da natureza humana e que ele é como nós em todos os aspectos, exceto em relação ao pecado.

Negamos que Jesus pecou e negamos qualquer visão que defenda que Jesus não experimentou verdadeiramente a privação, a tentação e o sofrimento. Negamos também que o pecado seja inerente à verdadeira humanidade ou que a ausência de pecado em Jesus seja incompatível com o fato de ele ser verdadeiramente humano.

Referências Bíblicas

Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados”. (Hb 2:17-18). Veja também Mq 5:2; Lc 2:52; Rm 8:3; Gl 4:4; Fp 2:5-8; Hb 4:15.

Artigo 8

Afirmamos que o Jesus histórico foi, em sua humanidade, pelo poder do Espírito Santo, miraculosamente concebido da substância da Virgem Maria e nascido dela.

Negamos que Jesus tenha recebido sua natureza divina de Maria ou que sua impecabilidade tenha sido de algum modo derivada dela.

Referências Bíblicas

No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria”. (Lc 1:26-27). Veja também Mt 1:23; Lc 1:31, 35; Rm 1:3; Gl 4:4.

Artigo 9

Afirmamos que Jesus é o segundo ou novo Adão, que triunfou em sua tarefa em todos os pontos em que o primeiro Adão falhou.

Negamos que Jesus tenha herdado de Adão os efeitos ou as consequências

da queda de Adão ou que tenha tido em sua humanidade a corrupção do pecado original.

Referências Bíblicas

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor”. (Rm 5:12-21). Veja também 1Co 15:22, 45-49; Ef 2:14-16.

Artigo 10

Afirmamos que Jesus cumpriu plenamente as exigências da lei, tanto em sua obediência ativa como em sua obediência passiva, e que ele suportou o castigo por nosso pecado por meio de sua vida sem pecado e sua morte na cruz.

Negamos que Jesus, em qualquer momento, tenha falhado em obedecer à lei de Deus ou a tenha abandonado.

Referências Bíblicas

Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos”. (Rm 5:19). Veja também Mt 3:15; Jo 8:29; 2Co 5:21; Fp 2:8; Hb 5:8.

Artigo 11

Afirmamos que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens.

Negamos que Deus tenha tido ou vá ter quaisquer outras encarnações ou que haja ou haverá quaisquer outros mediadores humanos da redenção além do Senhor Jesus Cristo. Negamos igualmente qualquer outro meio de salvação exceto Cristo.

Referências Bíblicas

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. (1Tm 2:5). Veja também Jó 33:23-28; Jo 14:6; Hb 9:15; 12:24.

Artigo 12

Afirmamos que, na cruz, Jesus realizou uma expiação substitutiva pelo pecado, satisfazendo a ira e a justiça de Deus.

Negamos que a morte de Jesus tenha sido apenas um exemplo, ou meramente uma vitória sobre Satanás ou um pagamento de um resgate a ele.

Referências Bíblicas

A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. (Rm 3:25-26). Veja também Is 53; Rm 5:6, 8, 15; 6:10; 7:4; 8:34; 14:9, 15; 1Co 15:3,14-15; Ef 5.2; 1Ts 5:10; 2Tm 2:11; Hb 2:17; 9:14-15; 10:14; 1Pe 2:24-25; 3:18; 1Jo 2:2; 4:10.

Artigo 13

Afirmamos que por causa da vida de obediência e morte de Cristo, nosso pecado é imputado a ele e sua justiça é imputada a nós pela fé.

Negamos que o nosso pecado seja meramente ignorado ou deixado impune e também negamos que a justiça de Cristo não seja imputada a nós.

Referências Bíblicas

Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. (2Co 5:21). Veja também Mt 5:20; Rm 3.21-22; 4:11; 5:18; 1Co 1:30; 2Co 9:9; Ef 6:14; Fp 1:11; 3:9; Hb 12:23.

Artigo 14

Afirmamos a doutrina da justificação pela fé somente, em que um pecador é declarado justo diante de Deus somente pela fé, somente na pessoa e obra de Cristo, independente de quaisquer obras ou mérito pessoal. Afirmamos igualmente que negar a doutrina da justificação somente pela fé é negar o evangelho.

Negamos que sejamos justificados com base em qualquer infusão da graça em nós; que sejamos justificados apenas após nos tornarmos inerentemente justos em nós mesmos; ou que qualquer justificação futura será baseada em nossa fidelidade.

Referências Bíblicas

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Rm 5:1). Veja também Lc 18:14; Rm 3:24; 4:5; 5:10; 8:30; 10:4, 10; 1Co 6:11; 2Co 5:19, 21; Gl 2:16-17; 3:11, 24; 5:4; Ef 1:7; Tt 3:5, 7.

Artigo 15

Afirmamos que ao terceiro dia Jesus ressuscitou dos mortos por nossa justificação e que ele foi visto em carne por muitos.

Negamos que ele tenha simplesmente parecido morrer, que somente o seu espírito tenha sobrevivido ou que sua ressurreição tenha ocorrido apenas nos corações dos seus seguidores.

Referências Bíblicas

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze”. (1Co 15:3-5). Veja também Is 53; Mt 16:21; 26:32; 28:1-10; Jo 21:14; At 1:9-11; 2:25, 32; 3:15, 26; 4:10; 5:30; 10:40; Rm 4:24-25; 6:9-10; Ef 4:8-10.

Artigo 16

Afirmamos que Jesus é as primícias da ressurreição, que ele venceu tanto o pecado quanto a morte e que nós também ressurgiremos em novidade de vida.

Negamos que o corpo ressurreto e glorificado de Jesus tenha sido um corpo totalmente novo e diferente daquele que foi colocado no túmulo do jardim e negamos ainda que a nossa ressurreição seja apenas uma realidade espiritual ou simbólica.

Referências Bíblicas

Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. [...] Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15.20, 55). Veja também Rm 5:10; 6:4, 8, 11; 10:9; 1Co 15:23; 2Co 1:9; 4:10-11; Ef 2:6; Cl 2:12; 2Ts 2:13; Hb 2:9, 14; 1Jo 3:14; Ap 14:4; 20:14.

Artigo 17

Afirmamos que Jesus ascendeu a seu trono celestial à destra de Deus Pai, que ele está atualmente reinando como rei e que ele voltará visivelmente em poder e glória.

Negamos que Jesus tenha se enganado sobre seu retorno ou que seu reinado tenha sido adiado para algum período futuro no tempo.

Referências Bíblicas

Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.” Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: “Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”. (At 1:6-11). Veja também Lc 24:50-53; At 1:22; 2:33-35; Ef 4:8-10; 1Tm 3:16.

Artigo 18

Afirmamos que Jesus derramou o seu Espírito no dia de Pentecostes, que em sua presente sessão Jesus está edificando a sua Igreja, da qual ele é a suprema cabeça e único rei.

Negamos que Jesus tenha designado o bispo de Roma para ser o seu substituto e que qualquer pessoa que não seja Jesus Cristo possa ser a cabeça ou o rei da igreja.

Referências Bíblicas

E sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à igreja” (Ef 1:22). Veja também At 24.50-53; 1Co 11.3-5; Ef 4:15; 5:23; Cl 1:18.

Artigo 19

Afirmamos o papel mediador de Jesus como Profeta, Sacerdote e Rei (munus triplex).

Negamos que a obra de Jesus possa ser reduzida apenas aos ofícios de Profeta, Sacerdote ou Rei.

Referências Bíblicas

Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nasalturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles”. (Hb 1:1-4). Veja também Lc 1:33; Jo 1:1-14; At 3:22; Cl 1:15; Hb 5:5-6.

Artigo 20

Afirmamos que, como Profeta, Jesus proclamou a vontade de Deus, profetizou eventos futuros, e é, em si mesmo, o cumprimento das promessas de Deus.

Negamos que Jesus tenha alguma vez proferido uma falsa profecia ou uma palavra falsa, ou que ele tenha falhado ou vá falhar no cumprimento de todas as profecias referentes si mesmo.

Referências Bíblicas

Agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades; mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade. Disse, na verdade, Moisés: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser”. (At 3:17-22). Veja também Mt 20:17; 24:3; 26:31, 34, 64; Mc 1:14-15; Lc 4:18-19, 21; Jo 13:36; 21:22; 1Co 1:20; Hb 1:2; Ap 19:10.

Artigo 21

Afirmamos que Jesus é o nosso Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, oferecendo o perfeito sacrifício em nosso lugar e continuando a interceder por nós diante do Pai.

Negamos que Jesus, sendo da tribo de Judá e não da tribo de Levi, seja desqualificado para servir como nosso sacerdote; negamos que Cristo, como vítima e sacerdote, continuamente se ofereça como sacrifício na missa; e negamos ainda que Cristo tenha se tornado um sacerdote apenas no céu, e não era um sacerdote na terra.

Referências Bíblicas

Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação”. (Hb 9:24-28). Veja também Jo 1:36; 19:28-30; At 8:32; 1Co 5:7; Hb 2:17-18; 4:14- 16; 7:25; 10:12, 26; 1Pe 1:19; Ap 5:6, 8, 12-13; 6:1, 16; 7:9-10, 14, 17; 8:1; 12:11; 13:8, 11; 15:3.

Artigo 22

Afirmamos que como Rei, Jesus reina supremo sobre todos os poderes terrenos e sobrenaturais agora e para sempre.

Negamos que o reino de Jesus tenha sido meramente um reino político deste mundo, e negamos que todos os governantes terrenos não sejam, em última instância, responsáveis perante ele.

Referências Bíblicas

Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés”. (1Co 15:25). Veja também Sl 110; Mt 28:18-20; Lc 1:32; 2:11; At 2:25, 29, 34; 4:25; 13:22, 34, 36; 15:16; Rm 1:3; 2Tm 2:8; Hb 4:7; Ap 3:7; 5:5; 22:16.

Artigo 23

Afirmamos que Jesus Cristo voltará em glória para julgar todos os povos e, finalmente, aniquilar todos os seus inimigos, destruir a morte e inaugurar novos céus e nova terra, onde a justiça reinará.

Negamos que seu retorno final tenha ocorrido em 70 d.C. e que a sua vinda e os eventos concomitantes a ela devam ser vistos apenas simbolicamente.

Referências Bíblicas

E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos”. (At 10:42). Veja também Jo 12:48; 14:3; At 7:7; 17:31; 2Tm 4:1, 8.

Artigo 24

Afirmamos que aqueles que creem no nome de Jesus serão recebidos em seu reino eterno, mas aqueles que não creem em Jesus sofrerão punição eterna e consciente no inferno.

Negamos que no final todos serão salvos (universalismo); negamos ainda que aqueles que morrem sem fé em Cristo serão completamente destruídos (aniquilacionismo).

Referências Bíblicas

Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça”. (Mt 13:41-43). Veja também Is 25:6-9; 65:17-25; 66:21-23; Dn 7:13-14; Mt 5:29-30; 10:28; 18:8-9; Mc 9:42-49; Lc 1:33; 12:5; Jo 18:36; Cl 1:13-14; 2Ts 1:5-10; 2Tm 4:1, 18; Hb 12:28; 2Pe 1:11; 2:4; Ap 20:15.

Artigo 25

Afirmamos que quando Jesus tiver vencido todos os seus inimigos, entregará seu reino ao Pai; que, nos novos céus e na nova terra, Deus será tudo em todos; e que os crentes verão Cristo face a face, serão como ele, e desfrutarão dele para sempre.

Negamos que este estado futuro seja apenas espiritual ou meramente simbólico, ou que haja qualquer outra esperança para a humanidade ou qualquer nome ou maneira em que a salvação possa ser encontrada, exceto em Jesus Cristo somente.

Referências Bíblicas

“E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos”. (1Co 15:24–28). Veja também Is 65:17; 66:22; Fp 2:9–11; 2Pe 3:13; 1Jo 3:2-3; Ap 21:1–5; 22:1–5.